quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Mulheres agricultoras são foco do IVC e COL

O Instituto Viva a Cidade - IVC e o Clube de Oratória e Liderança - COL iniciam o ano de 2018 com mais um projeto focado na sustentabilidade e liderança. Trata-se do projeto ANAS que disputou o edital do Mecenato 2017 divulgado no fim do ano pela Portaria 96/2017 da Secretaria de Cultura e Turismo - Secult
 ANAS é um retrato da família joinvilense que vive da agricultura familiar,
especificamente da agroecologia

Em fase de captação (renúncia fiscal de recursos que podem ser doados do IPTU e ISSQN até o limite de 30%) trata-se da produção de uma obra cinematográfica (curta metragem) de baixíssimo orçamento (R$ 69.575,00) que será produzida pela joinvilense Ipê Produções.  Interessados em apoiar: contato@institutovivacidade.org.br

O curta abordará o empoderamento feminino através da luta de mulheres agricultoras para conquistarem os direitos profissionais da categoria e no importante papel que exercem na continuidade das práticas agrícolas familiares, como a manutenção de mudas e sementes crioulas (sementes não transgênicas e que não têm herbicida nem adubo orgânico em nenhuma geração da planta que originou a semente).

Além das práticas agrícolas, a obra pretende mostrar como é o dia-a-dia destas mulheres,
sua feminilidade, religiosidade, vaidade, lazer, para discutir o estereótipo de
mulher agricultora = mulher desgrenhada com chapéu de palha

ANAS tem como objetivo também contribuir para o atingimento de algumas metas do Plano Municipal de Cultura com destaque para:
Meta 3 - Realização anual de no mínimo uma ação cultural de acesso público e gratuito em cada bairro da área urbana e cada localidade da área rural do município.
Meta 4 - Aumento em 100% no número de pessoas que frequentam museus, centros culturais, cinemas, exposições, espetáculos de teatro, circo, dança e música, feiras, mostras, festivais e festas populares.
Meta 7 - Aumento em 100% dos registros formais do trabalho no setor cultural.
Em Santa Catarina, a economia agrícola está baseada na
pequena propriedade de agricultura familiar

Santa Catarina tem 195 mil estabelecimentos agrícolas economicamente ativos. Destes, 90% têm menos de 50 hectares e 87% são classificados como agricultores familiares. No Brasil, a agricultura familiar é responsável por 85% dos alimentos que temos em nossa mesa.
As mulheres estão presentes na economia rural, concentradas nas atividades voltadas ao auto consumo familiar, nas tarefas domésticas, no cuidado com os filhos, na criação de pequenos animais, na horticultura, no cultivo e resgate das plantas medicinais, no zelo pelo jardim, no manejo e na produção da lavoura e na preservação das sementes crioulas.
Mesmo as mulheres estando inseridas na agropecuária, suas atividades são culturalmente atribuídas como “ajuda”. O papel de “ajuda” desconsidera o trabalho feminino como produtivo.
Portanto, nestes casos é atribuído o trabalho de produtor apenas para o homem

Camponesas, agricultoras, mulheres indígenas, quilombolas, pescadoras. A sociedade brasileira começa a ouvir esses termos com mais frequência na mídia, mesmo que ainda seja de uma forma estereotipada, como grupos sociais marginalizados, que deveriam ser objeto apenas de políticas sociais.
No entanto, nos últimos anos, essas mulheres vêm mostrando uma capacidade organizativa e política bem importante. Deixaram de ser apenas “esposas de” e passaram a ter nome próprio. Começam a ser titulares de empreendimentos, presidentes de cooperativas rurais, de associações e grupos de produtoras. Participam de feiras, vendem para o poder público, para os programas sociais e para a merenda escolar.
E também começaram a aparecer politicamente, participando de marchas – como é o caso da Marcha das Margaridas – ou de ações diretas, protestos, fechamento de estradas, manifestações. Elas se organizam em diversos movimentos, apresentando reivindicações ao governo e à sociedade, se articulam nacional e internacionalmente (o caso mais conhecido é o da Via Campesina). Enfim, se mostram enquanto sujeitos políticos.

A proposta do documentário é evidenciar este assunto da agricultura orgânica, sob o olhar feminino

Na história da agricultura sempre coube a mulher o cuidado com as sementes crioulas, (sementes tradicionais, mantidas e selecionadas por várias décadas através de agricultores tradicionais) no preparo dos insumos orgânicos, na preservação da biodiversidade, na preparação dos alimentos.
As mulheres são responsáveis pela peletização das sementes (processo de recobrimento das sementes) em casa, o que contribui para a sanidade da semente e das plantas após a germinação, diminuindo assim o ataque de doenças e de insetos. Está com a mulher camponesa a garantia de alimentos saudáveis em nossas mesas.

Ficha Técnica de ANAS
Roteirista: Ilaine Melo
Diretora: Ilaine Melo
Diretor de Fotografia: Altamir Andrade
Produtor Executivo: Altamir Andrade
Montagem: Julium Schramm
Difusão do Filme: Ivan Melo

Saiba mais sobre ANAS acessando o Blog próprio

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Informações oficiais da Prefeitura sobre o Mecenato 2017

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Folder do Sótão




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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Fenaj inicia 2018 prestando solidariedade a jornalista joinvilense

A Federação Nacional de Jornalistas - Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina - SJSC iniciaram as atividades do ano de 2018 reagindo contra ação de poderosa indústria joinvilense e em defesa do "jornalista Altamir Andrade, editor dos jornais O Joinvilense e O Vizinho, que vem sendo vítima de tentativas de intimidação, assédio judicial e cerceamento à liberdade de imprensa".

Às vésperas do Natal 2017 a Tupy Fundições S.A. decidiu acionar o judiciário que me intimou para "prestar esclarecimentos". O que motivou o gigante industrial foi a reportagem que fiz no Jornal O Joinvilense em setembro de 2017 e que também resultou numa matéria complementar neste blog com o título: "Areias Mortais, uma catástrofe se encaminha".
O tema me mobiliza há vários anos com dezenas de reportagens, denúncias e livro já escrito, como pode ser conferido nos links no fim desta postagem. Tanto, que em novembro ele voltou à tona em edição do Jornal O Vizinho e noutra matéria complementar com o título: "A maldade também se renova"
Foi também em 2017, no mês de setembro, no IX FBEA, em Balneário Camboriú, SC, que fiz uma denúncia nacional sobre o tema, como pode ser conferido no Diário do Fórum Brasileiro de Educação Ambiental
Posso estar enganado, mas tenho a sensação de que a empresa quer que eu produza provas contra mim, haja vista as perguntas formuladas. Convido você a avaliar minha suspeita:
1- Lendo primeiro as três matérias citadas pela empresa da edição 075 do JOI (Jornal O Joinvilense): Areias Mortais (capa), Mais veneno do prato (contra-capa) e Tupy se comporta como culpada (editorial).

2- Assistindo ao vídeo com a denúncia nacional que fiz no IX FBEA e também na Câmara de Vereadores de Joinville.
3- Lendo as perguntas formuladas pela empresa e as minhas respostas, abaixo:

Joinville, SC, 14 de dezembro de 2017
Respostas ao Mandado 038.2017/066769-5 – Z08-Joinville dos Autos 0324367-62.2017.8.24.0038
Ação: Notificação para Explicações
Requerente: Tupy S/A
Requerido: Altamir A. Andrade
DD. Juiz de Direito Sr. Décio Menna Barreto de Araújo Filho
Atendendo sua decisão estou respondendo aos questionamentos feitos.
1. Se é a Tupy a empresa responsável pelo alegado descarte criminoso de resíduos/rejeitos de fundição que teriam sido espalhados por Joinville a que o Notificado se refere na reportagem “Areias Mortais”:
Resposta: É o que dizem moradores entrevistados principalmente nos bairros Boa Vista, Iririú, Espinheiros, Aventureiro entre outros bairros com seus depoimentos publicados em diversas reportagens nos jornais O Vizinho e O Joinvilense e também no livro “O Gigante Acuado”.
2. A Tupy estaria se comportando como culpada de que?
Resposta: Neste caso, do impedimento do exercício da liberdade de imprensa; e no mesmo editorial escrevemos que “Seria nesta visita que teríamos a oportunidade de ver, conferir, ouvir o outro lado”, o que mais uma vez não nos foi permitido.
3. Se o Notificado confirma existir em “lobby”, e de que forma este se daria, para aprovação da lei?
Resposta: A resposta está no mesmo editorial quando escrevemos “Numa típica estratégia de lobby para a aprovação da Lei que é tema da reportagem...”
4. Queira o Sr. Notificado esclarecer de que forma a TUPY estaria manipulando as autoridades públicas de Joinville?
Resposta: Da mesma forma, a resposta está no mesmo texto, considerando que os vereadores da comitiva não são especialistas no assunto. E ainda registramos que “na legislatura passada outro vereador também fez tentativas de visitas com jornalistas e ambientalistas para acompanhar o processo de produção e assim poder confirmar se realmente há riscos de a empresa descartar seus contaminantes industriais”
5. Queira o Sr. Notificado esclarecer o significado da alegação “outra prática contra o jornalista, de fazer campanha difamatória contra o Notificado”.
Resposta: Anexo cópia de uma nota publicada em jornal pela TUPY onde cita meu nome e do meu jornal chamando-me de mentiroso, por exemplo, quando diz: “...nada do que foi dito pela publicação O Vizinho é verdade.” Ou ainda quando no mesmo texto diz: “Com relação ao O Vizinho, providências já estão sendo tomadas no âmbito jurídico”, uma afirmação, por parte da TUPY, aqui sim, mentirosa, pois nunca, nestes quase 20 anos fazendo reportagens que a denunciam a empresa acionou-me, ou a minha empresa, ou aos meus jornais, judicialmente.
6. Queira o Sr. Notificado esclarecer há equívoco na interpretação de que é insinuada a participação da TUPY num alegado atentado sofrido em 2001 ou se de fato o Notificado alega que a TUPY tem envolvimento com referido fato?
Resposta: Jamais afirmei que a TUPY tenha envolvimento com referido fato, contextualizamos o leitor de fatos que aconteceram na época envolvendo a TUPY. Interpretações são resultantes de subjetividades privatizadas, portanto não posso inferir neste caso.
7. Queira o Sr. Notificado confirmar ou retratar a alegação de que a TUPY despejava irregularmente caminhões de “areia boa” (rejeitos) pela cidade de Joinville?
Resposta: Há no Arquivo Histórico de Joinville (AHJ) inúmeras reportagens com imagens em várias publicações além dos exemplares dos jornais que editei que confirmam essa prática.
8. Queira o Sr. Notificado confirmar se alega a participação da Tupy na morte do Sr. Leonardo Aguiar Morelli, ocorrida em 2013.
Resposta: Em dezembro de 2013, na edição 808 do Jornal O Vizinho, anexa, uma ampla reportagem sobre a inexplicável morte bem como a íntegra da carta que Morelli deixou para ser tornado público em caso de sua morte. Eu nunca acusei a Tupy de ter participação nesta morte até hoje também não investigada. É Morelli, no documento testamento, quem faz acusações e ou insinuações como pode ser conferido no anexo.
Creio ter atendido sua ordem judicial, coloco-me à disposição.
Saudações, Altamir Andrade
Jornalista Profissional

Também no dia 13 de dezembro fiz uma postagem nas redes sociais, por medida de segurança, publicizando o fato:

E na assembleia do Instituto Viva a Cidade - IVC, o tema também foi um dos assuntos da pauta como se pode conferir no recorte:

A ata da assembleia 56 pode ser acessada, na íntegra, neste link: https://oscipvivacidade.wixsite.com/institutovivacidade/atas


Outras investigações e denúncias ambientais relatadas neste blog
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Areias Mortais, uma catástrofe ambiental se encaminha
O desastre da Tupy não Vale?  
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Denúncia de ambientalistas obriga Fatma a mudar procedimentos
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Sindicato analisa posicionamento em defesa de jornalista 
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Prossegue o embate sobre areias de fundição  
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Loteamento com aterro de rejeitos é denunciado pela Defensoria Social  
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"O GIGANTE acuado" já está na livraria  
Acontecimentos inesperados, consequências de incalculáveis repercussões 
Diálogos para um Brasil Sustentável
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Fui eleito Parceiro da Paz e Sustentabilidade
12/12/12, uma data enigmática
Defensoria Social escolhe Joinville
 

R$ 50 milhões de indenização 
"Deus" tremendo filho da puta
IVC denuncia no MPF duplicação inadequada da Av. Santos Dumont
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Imperdível, assustador, pois o veneno está à mesa
Barrancos, em Garuva (SC), terra-sem-lei

Uma arma à cabeça, um tiro. Jornalismo é profissão de risco