sexta-feira, 28 de março de 2014

Telecurso da Globo omite Lula Presidente

Causou-me espanto!
Tenho uma rotina recente de levantar na madrugada, pelas 5h. É quando preparo meu café com a televisão ligada. Um dos raros momentos da TV aberta brasileira, quando ela se transforma num poderoso veículo de educação com o programa Telecurso.
Sou fã do programa e tenho tido a oportunidade de rever estudos da minha infância e adolescência.

A madrugada de 28 de março de 2014 foi de surpresa. A apresentação da aula de história, uma revisão completa do módulo, intitulada "A história da história do Brasil", foi surpreendente.
Em poucos minutos o episódio destacou os principais momentos históricos do País, do descobrimento à atualidade, que termina defasada em pelo menos uns dez anos, pois encerra com a imagem de Lula presidente.

Mas, a narrativa das imagens, que estão em sintonia com a do narrador, tem uma quebra desconfortante, para não dizer outra coisa.
Ao fim da aula e da retrospectiva completa do módulo, o locutor interrompe, abruptamente, sua participação após destacar as circunstâncias da presidência de Fernando Henrique Cardoso.
Neste momento, há uma ruptura, maleditada, completamente fora dos padrões de qualidade do programa que reza a cartilha do "Padrão Globo de Qualidade".
Sim, as imagens seguintes mostram FHC passando a faixa presidencial para Lula... mas, não há texto! É como se o editor do programa decidisse cortar a locução desse momento histórico, mas esquecesse de fazer a mesma coisa com a imagem...
Uma "falha" gravemente deseducadora num dos mais importantes programas educativos do Brasil!
A Globo e o programa Telecurso devem explicações convincentes sobre esse episódio.

Procurei na internet o vídeo dessa aula para ilustrar e confirmar o texto, mas não o encontrei... Nada que uma empresa de clipagem não consiga resgatar para comprovar esse fato que pode ser interpretado sob vários prismas.
Espero, sinceramente, que tenha sido apenas uma falha técnica, atípica do programa, e que o mesmo faça a devida correção...



quinta-feira, 13 de março de 2014

A morte do "juiz festeiro"

A morte do ator Paulo Goulart neste dia 13 de março de 2014 me deixa um pouco mais triste que muitos. Isso porque além de ter sido fã dele e de sua mulher, Nicette Bruno, que formavam um casal admirável, tive a oportunidade de conhecê-los pessoalmente, passar algumas horas juntos e jantarmos. Foi num dos festivais de cinema de Paulínia, SP.
A intimidade do jantar com o simpático e generoso casal foi um momento marcante entre tantos outros que tive em diversas edições daquele importante festival. Numa das edições fiz uma das entrevistas que mais têm acesso no meu canal do youtube. Conversei com o ex-chefe do tráfico de uma favela carioca,  Washington Luis de Oliveira Miras, numa entrevista exclusiva que está em alguns vídeos. E uma outra com o artista plástico Vik Muniz...
Mas, não é sobre isso que decidi escrever. A perda é o asssunto, mas de um amigo mais próximo. Não tão famoso como Paulo Goulart, ou o ex-traficante "Tsiu". Mas, uma figura humana inesquecível. Divertida. E que deixou marca na Fenachopp.

A Fenachopp foi uma das mais importantes festas de Joinville que ocorria em Outubro, 
durante o período da Oktoberfest, de Blumenau.
Aqui, estou no camarote com duas rainhas. Sentindo-me rei...

 Tínhamos, no intervalo da troca das bandas, um momento muito esperado pelos festeiros. Enquanto uma saía e a próxima montava e regulava seus instrumentos, eu e José Volpato de Souza, às vezes acompanhados de outros amigos, ocupávamos o espaço para interagir com o público.
Acontecia nesse momento a esperada disputa do Choppemduzia. Era uma competição com 3 participantes sorteados a cada noite para o desafio de beber 12 copos de chopp no menor tempo possível.

José Volpato (cronômetro na mão) e eu estamos com os chapéus típicos fiscalizando
mais uma competição que era coordenada, nesta noite, pelo atual presidente 
da Câmara de Vereadores de Joinville, João Carlos Gonçalves

Várias destas competições tinha um juiz de verdade. Volpato ainda morava em Joinville, e se durante o dia atuava no Fórum do município, a noite ele estava lá conosco, no palco, como "juiz" da competição. Era tudo muito divertido.
Volpato representava o Lions Club. Eu o COL (Clube de Oratória e Liderança). Estas eram as duas entidades organizadoras da Fenachopp, parceiras do empresário Laércio Beckhauser, criador da festa.
A Fenachopp não existe mais. O "juiz" do choppemduzia também. Nesta vida tudo é passageiro mesmo. Pelo menos ficam as lembranças. Muito boas. Inesquecíveis. Como o jeito de ser e de viver do desembargador...

Mais sobre os Festivais de Cinema de Paulínia:
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